RED HOT CHILI PEPPERS DIVULGA TRACKLIST DO NOVO DISCO

No último dia 12, o Red Hot Chili Peppers divulgou os títulos das 14 músicas do décimo trabalho do grupo, e também o nome do álbum. O anúncio foi feito no site oficial da banda:

“Brothers and sisters! Here are the song titles of our new record ‘I’m With You’ Yeeeeah muthafuckas!

1. Monarchy of Roses
2. Factory of Faith
3. Brendan’s Death Song
4. Ethiopia
5. Annie Wants a Baby
6. Look Around
7. The Adventures of Rain Dance Maggie
8. Did I Let You Know
9. Goodbye Hooray
10. Happiness Loves Company
11. Police Station
12. Even You Brutus?
13. Meet Me at the Corner
14. Dance, Dance, Dance

There you have it.” (site oficial)

Com o nome de I’m with you, o novo álbum será sucessor de Stadium Arcadium(2006), e o primeiro trabalho sem o guitarrista John Frusciante (eleito o melhor guitarrista dos últimos 30 anos, passando na frente de nomes de peso como Slash, Tom Morello e Johnny Marr, segundo pesquisa realizada pela BBC). Chad Smith(baterista da banda), disse que o novo integrante Josh Klinghoffer trouxe muitas coisas boas para o grupo, inclusive na composição das músicas. Vamos aguardar agora até o dia 30 de agosto para conferir, já que substituir Frusciante não é nada mole, e o cara tem que ser muito fera!

Enquanto o novo álbum não vem e recordar é viver, deixo aqui no fim do post o vídeo de uma das minhas músicas favoritas do Red Hot. É difícil escolher, já que várias delas estão no mesmo patamar de ‘igualdade’, digamos assim… Sem dúvida a banda está no meu top five pessoal. Enfim,  segue abaixo o vídeo de My Friends:

 

A INSPIRAÇÃO (NESTE CASO POR ENQUANTO, A FALTA DELA)

Escrever um post deve ser mais ou menos como escrever uma música. Você precisa de uma insipiração, e a ideia pode surgir em qualquer lugar (eu não escrevo músicas, óbviamente, mas é o que o pessoal que compõe costuma dizer por ai…). Seja no chuveiro, navegando pela internet, almoçando, dentro do ônibus, na faculdade, whatever… de repente te dá um ‘plin’ e você sabe que a boa (ou não) ideia surgiu…

Luana está aguardando o ‘plin’ (…)

EU, QUE POR TANTO TEMPO ME AUSENTEI, VOLTEI

…férias vêm (grazádeus, né?), e vocês vêem o retorno do blog.

Treze de junho não me lembrava nada em específico, e o post de hoje nada mais seria do que um breve ‘opa! tô de volta no pedaço‘, mas já que o google está aí para mostrar para a gente coisas não muito importantes:

Hoje seria o aniversário de 123 anos de Fernando Pessoa. Isso mesmo: cen-to e vin-te e três a-nos (tá vendo o por quê do ‘não muito importante’? ) Enfim, relevando ou não o  mérito da data, é inegável a grande importância no contexto literário português desse autor, considerado um dos maiores poetas da nossa língua. Por essas e outras, achei que o cara merecia uma lembrança por aqui…

Por ora, deixo um poema bem conhecido (e particularmente um dos meus favoritos), de um dos heterônimos do escritor, ‘Álvaro de Campos’:

POEMA EM LINHA RETA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe – todos eles princípes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.