A EXPECTATIVA E SEUS LADOS (PARTE I)

Há algum tempo venho fazendo uma análise sobre a questão da expectativa na vida das pessoas (e na minha). Como o conceito das ideias são extensos, vou dividi-las em três partes: na primeira, uma opinião mais negativa sobre ela, e uma forma de (tentar)combatê-la; na segunda, um ponto de vista mais otimista, comparando-a também à esperança; e por fim, uma conclusão analisando ambos os lados, e como conseguir manter certo equilíbrio entre eles.

Hoje, deixo a primeira parte (e o primeiro texto ‘mais sério’ que escrevo aqui)

Por que criamos demasiada expectativa em relação às coisas? E quão bem nos faz pensar sempre positivamente? Começo indagando a seguinte questão: será que uma pitada (ou o pote todo) de pessimismo não tornaria nosso dia a dia mais feliz?

Sêneca, um dos mais importantes pensadores do Império Romano, dizia que a melhor maneira para evitar decepções, era não esperar nada das coisas, ou de ninguém. Em sua análise filosófica, acreditava que a frustração e a raiva estariam inteiramente ligadas ao fato das pessoas criarem expectativas, e quando estas não eram alcançadas de acordo com o objetivo que se imaginava, surgiam tais desapontamentos.

Desde que o homem é homem, busca-se a mesma coisa: a felicidade. Aristóteles já dizia que a felicidade é uma atividade da alma, e que sempre a buscamos como primeiro principio; ou seja, fazemos todas as coisas sempre a tendo em vista. Tudo o que fazemos, pensamos ter como resultado algo que nos faça bem, e que nos deixe feliz. Então, as expectativas que criamos, não passam de nossos anseios por felicidade.

Já imaginou que se nós não planejássemos/fantasiássemos/sonhássemos tanto com as coisas, não sofreríamos muito quando estas não saíssem como o esperado?

Quando não esperamos nada, nos contentamos com o que recebemos. — Portanto, posso ser feliz sem criar expectativas, porque vou dar valor para cada coisa pequena que acontecer em minha vida. Não criarei mais frustrações por ela não ser da maneira como planejei, mas sim a aceitarei como é… Sem dúvida agir refreando pensamentos é a melhor forma para que se tenha uma vida “tranqüila”, e que se consiga esquivar-se de sofrimentos.

Mas (e sempre tem o ‘mas’), isso gera alguns problemas: se não criarmos expectativas e não vivermos intensamente as coisas – já que levando uma vida assim têm-se pé atrás com tudo – nunca chegaremos ao estado completo de felicidade, e nem teríamos a oportunidade de alcançar seu patamar máximo. (Esse estado é um conceito do Nietzsche que abordarei no próximo post  – já que faz parte do lado otimista/realista da coisa); fora a aborgadem da esperança e da fé (que também ficarão para a parte II)

Bom, em breve posto a continuação. Por ora é só…

5 respostas em “A EXPECTATIVA E SEUS LADOS (PARTE I)

    • Nietzsche não fala exatamente sobre a expectativa, e ele nem era tão otimista assim; mas ele é importante na segunda parte por ter uma visão diferente sobre a felicidade (que também tem seus dois lados). Logo posto a parte II (assim que eu concluir, claro)

  1. Pingback: A EXPECTATIVA E SEUS LADOS (PARTE II) | ' Luana Miranda

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