ENTÃO VAMOS RODAR… ♫

Vou passar rápido por aqui hoje, para tentar manter certa frequência de postagens… O cof cof, lembra dele? Foi-se embora ainda bem, e já estou pronta para outras (é, no plural)…

Acho que estou numa boa fase. Tirando alguns porres e umas cagadas que cometi à parte, a vida vai seguindo… Os anos de experiência me ensinaram que tudo é dosagem. Se você respeita os seus limites e não extrapola, tudo dá certo (o que não significa que eu sigo essa filosofia, mas enfim).

Hoje acordei numa vibe mais tranquila….

Piro muito nesse som. Ouço ele e me imagino numa estrada, estilo aquelas de filme americano, sabe? no meio do deserto, com um mustang 69, dirigindo sem rumo… (tá, eu viajo de vez em quando, i know)

Ultimamente não ando pensando muito, ou não ando pensando muito bem, sei lá… Vou deixar a auto-análise para semana que vem (ou para a próxima), até lá vamos levando.

Eu simplesmente desisti de querer uma explicação para tudo. Na verdade, já havia desistido faz tempo, mas agora estou provando o meu conceito de que ‘a vida é engraçada’, porque é isso o que ela é. Engraçada . Às vezes pode até parecer que ela vai terminar como uma tragédia shakespeariana, ou  que parece um drama de novela mexicana; mas no fim, o acaso, as coincidências, o destino, ou seja lá como você queira chamar, é o que a torna uma comédia (mesmo com uns dramalhões aqui e ali). E a minha anda tão, hum, engraçada (há), que se fosse uma história de ficção e você assistisse na tv (mesmo que fosse na malhação), acharia o roteiro forçado demais para imaginar que aconteceria – e que acontece – na vida real.

MENTE VAZIA, OFICINA DO DIABO(?)

… Vovó sempre disse isso. Será?

Eu desisti de dormir agora! Ontem a uma hora dessas estaria quase levantando… E nem posso culpar a minha fiel companheira insônia hoje… quem deve levar a culpa dessa vez é a minha tosse de cachorro louco. Já que… cof cof – perdão… vira para cá: tosse; vira para lá: tosse; vira de barriga para cima: tosse. Mas essa coisa toda de ficar doente já me irritou o suficiente; e se irrita a mim, imagine então a quem tem que ler as reclamações de uma velha rabugenta (de espírito, claro), portanto… mudemos de assunto.

Retomando o título deste post, eu meio que dou uma discordada disso aê. Já que eu sou a campeã master em ter a mente desocupada (principalmente agora nas férias).

Vamos lá, analisando:

vazio (va-zi-o) adj.: Que nada contém. Ora, se uma mente não contém nada, ela está pronta para qualquer coisa. E quem vai preenchê-la com essas coisas é VOCÊ.  Acho que somos os únicos responsáveis pelos nossos pensamentos. Cabe a nós decidirmos se serão positivos ou negativos. E isso independe de você ter com o que se ocupar ou não. Já que se tiver predisposição a pensar lorotas, vai fazer isso constantemente no serviço, enquanto sai com os amigos, tomando banho ou fazendo compras, tanto faz (e ai vai ficar viajando a la Fantástico Mundo de Bob).

Sou eu que decido se vou ficar me lamentando pelas desgraças do dia a dia, ou vou ficar pensando nas coisas boas que me aconteceram; se vou ficar emburrada por não ter o que fazer, ou achar algo para fazer – e se não achar me divertir fazendo nada também. É aquela velha frase de propaganda que a gente vê na tv: a vida é feita de escolhas. E eu imagino que se fosse usar todo o meu tempo livre para pensar asneiras (e acredite, eu tenho MUITO tempo; e acredite também: eu tenho MUITA asneira para pensar se quiser), já teria cortado os pulsos! Okay, dramatizei agora (ou não).

Nego põe muito a culpa no diabo ou em fatores externos, pelo simples fato de não conseguir admitir que o negativismo está dentro dele, porque ELE cria isso.

Mas está bem… agora eu vou deitar e curtir mais um pouco do meu vácuo cerebral na esperança do ‘cof cof‘ passar e de que o sono venha.

Lembrando que, longe de mim querer transformar esse blog  num espaço cheio de textinhos de auto-ajuda. Considero-o mais como uma forma de ‘auto-análise’, já que a autora que vos fala gosta dos campos de filosofia, psicanálise e psicologia. (e cursa administração, ou seja, não tem profissionalismo nenhum aqui, só ideias de uma mente (muito)confusa jogadas ao ar)

BOM DIA (?)

Não deve haver algo mais deprimente do que acordar 7h da manhã nas suas férias, com um puta tempo feio, depois de um puta porre na noite anterior, e você ainda sem absolutamente nada para fazer. Vou fazer agora o que eu deveria fazer às 7h da noite: ver um filme, tomar uma coca-cola, e me jogar num balde de pipoca. (sim, sou muito saudável)

#SEMTÍTULO

Eu achei que curtia ficar doente! A bajulação recebida de início até é bem vinda, mas depois de dois dias ou três todo mundo já se acostuma que você está lascado – MENOS VOCÊ, evidentemente – e o pior é que o mal estar te dá todo um clima deprê e nada animador/inspirador. No fim de semana você pode até ter chutado o pau da barraca e saido por ai; mas a segunda-feira aparece te dando um tapinha sacana nas costas, mostrando que o gelo da sua vodka e sua long neck estupidamente gelada trouxeram consequências…

Anyway, meu resfriado desgraçado à parte, estou sem inspiração para escrever hoje. Volto em breve (ou não, sei lá também).

É isso, now dance, fucker, dance! (música da semana)

LIFE IS LIKE A BOX OF CHOCOLATES

'a vida é como uma caixa de chocolates. você nunca sabe o que vai conseguir' Forrest Gump

…pode vir um amargo; um doce; um comum; um que tenha um sabor inesquecível; um que você tenha se apaixonado, mas que depois que se acostumou com o gosto, viu que nem era tão bom assim; um que foi tão ruim que você nunca mais vai repetir; um que admirando parecia ser ótimo, mas quando provou foi decepcionante; pode vir aquele que vai te dar uma dor de barriga; e aquele que você gostaria que fosse maior, para poder aproveitar mais. Pode vir qualquer sabor (e virá), nem sempre vai te agradar, mas nem por isso você vai deixar de comer chocolates; afinal, no fim, alguns terão sido tão bons que farão valer a pena todos os outros sabores desagradáveis. E é essa esperança (a de encontrar os inesquecíveis) que nos faz continuar comendo bombons.

FREUD E O SOFRIMENTO

‘Nos privamos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, e guardamos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nós seres tão refinados. Por que não nos embriagamos? Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez. Por que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, nos esforçamos mais para evitar o sofrimento do que pela busca do prazer.’

Sigmund Freud

…acho que não estou na categoria dos refinados. não mesmo.

A EXPECTATIVA E SEUS LADOS (PARTE II)

Na parte I (aqui), abordei pontos positivos em não criar expectativas, e como ela pode ser prejudicial na nossa felicidade e a maior causa dos nossos desapontamentos. Agora, vou tratar a questão de uma forma diferente. Falarei de forma mais realista, pois o otimismo já estaria mais ligado à esperança do que na própria expectativa. Explicar seus significados não é fácil, pois ambos são semelhantes:

expectativa (ex-pec-ta-ti-va)  s. f. Esperança fundada em promessas, viabilidades ou probabilidades: a expectativa de um bom negócio. Ansiedade, esperança: estar na expectativa de ser nomeado.

esperança (es-pe-ran-ça) s. f.  1. Ato de esperar o que se deseja. 2. Expectativa. 3. Fé em conseguir o que se deseja. 4. O que se espera ou deseja

Pela definição do dicionário, podem até parecer sinônimos, mas é possível ver a diferença. Enquanto a expectativa é uma ‘esperança fundada’; a  esperança é um ato de inação, de inércia, de esperar pelo o que se quer, simplesmente pelo desejo, mesmo sabendo que em vias de probabilidades, pode ser impossível. Logo, está mais ligada à fé. E como a fé já seria um assunto que envolveria várias variáveis, vou manter o foco na expectativa.

Quando você reprime seus desejos, ou quando tem pé atrás com tudo; você não sonha acordado, não cria mil fantasias na sua cabeça com determinada situação, ou não se entrega completamente, porque por trás disso tudo sempre há o pensamento pessimista (ou quase realista) de que as coisas podem dar errado a qualquer momento, e para que não sofra, é necessário ir com calma, com certo receio. Nietzsche acreditava que vivendo assim, o homem nunca chegaria a seu estado  máximo de felicidade, pois nunca se permitiria viver intensamente. Já que quando embalado pela emoção, e não pela razão, o homem pode desfrutar de sentimentos e de sonhos. Continuando essa análise do filósofo, temos que lembrar daquele ditado: ‘quanto maior o salto, maior o tombo’. Quanto mais você sonhar com algo, e se entregar a determinada situação, caso se decepcione, a decepção será muito maior – dada a expectativa gerada. Então pode-se dizer que a felicidade e a frustração estão em dois extremos. O aumento de uma consequentemente aumenta a outra.

Para Nietzsche a felicidade é algo muito além, pois as pessoas em si se preocupam em desejá-la e não em possuí-la. Segundo ele, não existe estado pleno de felicidade e sim momentos felizes que podem ser prolongados. Você pode chegar em determinado nível de felicidade, mas não pode mantê-lo para sempre. A questão é: será que não vale a pena correr todos os riscos?  Mesmo sabendo que pode sofrer, não seria melhor aproveitar ao máximo determinado momento?

Maquiavel ao analisar as ações humanas através dos séculos e da história, percebeu que os acontecimentos eram repetitivos. Essa repetição é uma perpétua sucessão de acontecimentos que apesar de ocorrerem em diferentes épocas possuem o mesmo caminho. Os fatos históricos repetem-se em linhas mestras, e a partir dessa repetição é possível conhecer e recorrer a esses eventos passados como fonte para a análise do presente. Claro que a sua tese era baseada na política e feita para o governante construir um caminho com base nos acontecimentos passados; mas ela pode ser usada para nós cidadãos comuns também. Fatalidades e decepções que acontecem em nossas vidas, têm de servir para que não cometamos os mesmos erros novamente. Podemos – e devemos – aprender com as situações passadas. Logo, você pode criar suas  expectativas, mas tendo sabedoria. O importante é sempre ter uma visão mais realista da coisa.

Termino a segunda parte do texto aqui; na terceira, será mais uma conclusão geral com meus pitacos pessoais. Mas vale a pena pensar por hoje: Se a vida fosse só alegria,  talvez nos tornaríamos negligentes com ela e não dariamos o verdadeiro valor que ela merece. Nos acomodaríamos e ela perderia a graça e o sentido. Alguns momentos em nossas vidas são tão bons, que acabam se tornando inesquecíveis. O preço por eles no futuro pode até ser caro, mas será que não vale a pena pagá-lo?

É isso. Em breve posto o fim da ‘trilogia’

SORTE DEMAIS: HORA DE COMEÇAR A ME PREOCUPAR

Na antiguidade, o homem acreditava que os deuses decidiam seu destino. A deusa Fortuna, ou Sorte, era a deusa romana que trazia sorte ou azar para as pessoas. Esta divindade dos romanos costumava ser representada cega ou vendada (como é a imagem da justiça hoje), carregando uma cornucópia (símbolo representativo de fertilidade, riqueza e abundância; na mitologia greco-romana, era representada por um vaso em forma de chifre) e controlando uma roda e um leme.
A cornucópia era utilizada por ela para distribuir bens e riquezas sem saber a quem, já que ela é cega; a roda era para decidir numa mesma proporção os que sofrem e os que são felizes, contudo, mantendo a instabilidade do acaso, pois pode girar a qualquer momento; e o leme era para guiar o destino dos homens.

Não vou entrar na questão do destino ou na proporção de igualdade entre sofrimento e felicidade nos homens, e nem na crença em deuses pagãos. A questão aqui é falar um pouco sobre a sorte (provavelmente no futuro eu até faça mais textos sobre o assunto). Ela é um bicho esquisito, não tem como explicá-la ou dizer que não existe e é fruto de méritos ou conquistas de uma pessoa, porque isso tudo é meio que bobagem. Algumas coisas que tinham tudo para dar errado, simplesmente dão certo  – e vice versa (o que chamamos de azar), sem explicação lógica.

Na verdade ando meio intrigada (e com certo medo). Geralmente quando as coisas estão dando muito certo para mim, parece que a Dona Fortuna resolve girar a roda de novo só de sacanagem (porque não é só uma giradinha, é tipo para virar tudo de cabeça para baixo!), e ai tibuuuum, vem uma tempestade de inundar tudo. Digamos que eu iniciei o mês na fase em que a titia ai em cima portadora da prosperidade me deu uma bela ajuda. BELA AJUDA MESMO! E que agora eu já começo a ficar receosa com o que pode vir. Pode soar meio pessimista achar que algo de ruim vai acontecer, mas eu prefiro acreditar que é só a sensação de ‘está tudo muito bom para ser verdade’ –  e eu também prefiro continuar com ela por muito tempo!

Well, como o fim de semana já chegou, agora volto só depois do independence day…

(E que a sorte esteja conosco!)