E O ASSUNTO DE HOJE… SONHOS

Hoje é aquele típico dia em que eu poderia escrever vários posts, pois me surge inspiração de vários lados! (tá, dias em que tenho várias ideias para postar não são típicos, são raros, e não é inspiração o que me move – não hoje)

Depois de ter tantos sonhos malucos (do tipo que mudam até o seu humor durante o dia) achei que já estava na hora de escrever sobre esse tema no meu blog. Vai ficar um pouco extenso, mas vamos lá…

A visão pré-histórica dos sonhos é relativa à antiguidade clássica. No entanto, acreditava-se que esses sonhos eram relativos à deuses e demônios, e tinham um papel fundamental na época  – que seria de prever o futuro. Acreditava-se que o sonho era introduzido por uma instância divina. A partir daí criou-se duas correntes antagônicas dos sonhos que acabou por influenciar as opiniões oníricas por toda a história. Dividindo, assim, nos verdadeiros e válidos, para advertir o homem ou simplesmente predizer-lhe o futuro; e nos sonhos vãos, destituídos de valores, cujas intenções eram destruí-lo ou desorientá-los.

A mitologia dos próprios gregos, por exemplo, delega a responsabilidade dos sonhos aos filhos de Hypnos, deus do sono, que por sua vez era irmão gêmeo de Tanatos, deus da morte. Entre os filhos de Hypnos estavam o célebre Morfeu, que trazia os sonhos dos homens; Icelus, que provocava os sonhos nos animais; e Phantasus, que despertava sonhos nas coisas inanimadas. Outro deus relacionado aos sonhos era Esculápio, cultuado em templos aonde as pessoas doentes iam para receber a cura divina durante os sonhos. Ou seja, o sonho não era visto como uma produção da mente humana, mas como um fenômeno sobrenatural

Aristóteles em suas duas obras relacionadas aos sonhos, dizia que os mesmos não tinham relações divinas e sim ‘demoníacas’, visto que a natureza era demoníaca. Os sonhos na realidade não provêm  do sobrenatural, nem tão pouco prevêem o futuro; estão relacionados às leis do espírito humano. Enfim, define-se sonho como uma atividade mental de quem está dormindo, na medida em que, está adormecido. Aristóteles já tinha alguma visão certa sobre o sonho, por exemplo, ele já sabia que os sonhos dão uma visão ampla dos pequenos estímulos nervosos enquanto dormimos. Mas sua visão ainda era muito pequena.

Freud escreveu sobre o assunto usando em grande parte os próprios sonhos como base (sim, de novo ele). Apesar dos avanços da neurociência, suas ideias sobre o mundo onírico continuam respeitadas. Faz sentido? Sim. E não. Vou deixar para o próximo post…

 

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