POT-POURRI, (MEU)

 
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou (Legião Urbana)
Mas quando não se pode mais mudar tanta coisa errada,
Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo. (CBJR)
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir… (Lulu Santos)
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá … (Chico Buarque)
Encerrando ciclos,
Fechando portas,
Terminando capítulos,
Não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
Os momentos da vida que já se acabaram. (Paulo Coelho)
A dor vai fechar esses cortes (Titãs)
Eu vou…
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não… (Caetano Veloso)
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também. (Oswaldo Montenegro)
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens… (Legião Urbana)

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade

Sabe aquele papo que a formiga é muito sensacional por conseguir carregar até 50 vezes o seu peso? Eu também deveria ser muito sensacional. Carrego o meu peso (que já possui uma bagagem considerável), e como se não bastasse, ainda carrego o peso dos outros. Meus ombros já carregam o mundo, e ele não pesa apenas a mão de uma criança (quem me dera se assim fosse).

Sinto que futuramente terei problemas crônicos na coluna…

A FACTO AD JUS NON DA TUR CONSEQUENTIA

(O título deste post é um provérbio antigo em latim; sua tradução significa “Contra fatos não há argumentos”)

Fatos? Mas que fatos? Nietzsche já dizia que não há fatos eternos, assim como também não há verdades absolutas. Fatos não existem, o que existem são interpretações. Nesse sentido, a verdade em relação a um determinado fato torna-se dependente da perspectiva (perspectivismo) que utilizamos para interpretá-lo.

Para ele a perspectiva mais adequada para interpretar um fato é sempre aquela que alavanque a vida e a vontade de poder. Ou seja, a verdade não passa de um ponto de vista. Cada qual se acha em suas razões, formando sua opinião a determinada coisa.

Tudo é argumentável. Feliz daquele que não cai na ignorância.

“Não há que ser forte. Há que ser flexível”

E ser flexível não é sinônimo de fraqueza ou falta de personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja a situação, sempre existem dois lados.