O QUE É DEMAIS NUNCA É O BASTANTE

Por que raios sofremos tanto? Por que a gente automaticamente esquece o que já realizou ou conseguiu e passa a sofrer pelas nossas projeções e desejos idealizados?

E ai sofre por ficar preso em vontades reprimidas e praticamente impossíveis; como viajar por todas as cidades que gostaríamos de conhecer ao lado da metade da nossa laranja e não conhecemos (pela falta de tempo, de dinheiro, ou por não encontrar a tal da metade da laranja – ou por encontrar e ela ser um bagaço, enfim);

Sofre não porque nosso trabalho é desgastante e não paga o quanto gostaríamos (qual seria o limite que iria te satisfazer, de qualquer forma?), mas por todas as horas livres que abdicamos por ele;

Sofre não porque a vida passa muito rápido e logo se vê o quanto estamos envelhecendo, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo todas as milhares de coisas que imaginávamos fazer; todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar (as tais projeções idealizadas);

Sofre porque somos e seremos eternamente seres de desejo. E como tais, nunca estaremos satisfeitos. E no fundo acho que a gente gosta disso.  Eu pelo menos gosto. Às vezes. Eu acho.

A NOITE ARREMESSARÁ OUTROS DADOS

Meu rivotril já era. Três da manhã e a sensação física e mental é de sete da noite. O que fazer? Se eu começar a contar carneirinhos temo que chegue na idade de algum dinossauro!

Hoje estava parando para pensar (como se eu já não fizesse isso todo o tempo, mas enfim…), deixei o Ipod no aleatório e começou a rolar ‘Três Lados’ do Skank. Fiquei com o trecho ‘[…] tudo tem três lados…’ na cabeça. E analisando, faz sentido. Adequando à minha vida, diria que meus três lados são: meu facebook(a parte que sou feliz pácarai); meu blog(a parte que sou depressiva pácarai); e eu na vida real(o conjunto disso tudo com menos alegria – mas também com menos drama (UFA)). E percebi que meu verdadeiro Eu só cabe a mim, porque nem tudo pode ou deve ser exposto (e percebi que tô sabendo legal sobre ele, já que nunca sei de nada e estou mais perdida que filho de rameira em dia dos pais (ah!, e percebi que estou usando parênteses demais no post hoje também (e percebi que falei muito ‘percebi’)))

MERA COINCIDÊNCIA (SERÁ?)

Coincidência s.f. Ação ou efeito de coincidir.
Realização simultânea de dois ou mais acontecimentos, simultaneidade.
Algo disposto de maneira igualitária ou idêntica.
Realização de alguns eventos que acontecem à sorte e em simultâneo, mas que aparentam ter algo em comum.
Afluência de algo para um fim comum.

Coincidência é o termo utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança mas sem relação de causa e consequência. Por exemplo, jogar uma moeda não viciada e obter três caras consecutivamente é uma coincidência, não existe relação de causa e efeito entre o resultado anterior e o próximo resultado. Quando muitos eventos ocorrem simultaneamente é esperado que ocorram muitas coincidências também. (via wikipedia)

Engraçado que jogando no google essa palavra, a tal da coincidência, você acha mais resultados ligados à superstição do que a fatos em si. Em psicologia eles criaram termos para descrever essa tendência natural que temos muitas vezes em identificar padrões onde eles não existem e fornecer significados. O primeiro, chamado de Apofenia, é um importante fator na criação de crenças supersticiosas, da crença no paranormal e em ilusão de ótica. Já a Pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado; é comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, e outros tantos objetos e lugares. Ou seja, enquanto o primeiro está mais ligado à crenças, o segundo está mais ligado à percepções.

Se um psiquiatra fosse me avaliar HOJE, além de dizer que sou doida de pedra e não tenho cura, diria que ando sofrendo dos dois distúrbios. Que ando paranoica, e que estou tentando achar sinal até na janela embaçada da minha cozinha. E se eu tivesse direito à resposta, diria que estou pouco me importando com os termos científicos; e que por mais racional que eu seja – ou era, certas coisas realmente não têm explicação. Lógica nenhuma explica; Estatística nenhuma explica; Sorte não explica; Universo não explica; Muito menos Freud explica.