O QUE É DEMAIS NUNCA É O BASTANTE

Por que raios sofremos tanto? Por que a gente automaticamente esquece o que já realizou ou conseguiu e passa a sofrer pelas nossas projeções e desejos idealizados?

E ai sofre por ficar preso em vontades reprimidas e praticamente impossíveis; como viajar por todas as cidades que gostaríamos de conhecer ao lado da metade da nossa laranja e não conhecemos (pela falta de tempo, de dinheiro, ou por não encontrar a tal da metade da laranja – ou por encontrar e ela ser um bagaço, enfim);

Sofre não porque nosso trabalho é desgastante e não paga o quanto gostaríamos (qual seria o limite que iria te satisfazer, de qualquer forma?), mas por todas as horas livres que abdicamos por ele;

Sofre não porque a vida passa muito rápido e logo se vê o quanto estamos envelhecendo, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo todas as milhares de coisas que imaginávamos fazer; todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar (as tais projeções idealizadas);

Sofre porque somos e seremos eternamente seres de desejo. E como tais, nunca estaremos satisfeitos. E no fundo acho que a gente gosta disso.  Eu pelo menos gosto. Às vezes. Eu acho.

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