A REPETIÇÃO NA PSICANÁLISE (DE FREUD)

Freud

Freud chamou de “compulsão à repetição” o processo de reviver interminavelmente determinada neurose; assim sendo, quando alguém repetia um relacionamento ou acontecimento frustrado, seria uma tentativa de descarregar a energia acumulada ou represada até conseguir o êxito de sua missão.

Freud associou tal complexo ao instinto de morte inato no ser humano, pois o prazer absoluto ou a ausência da dor apenas seriam obtidos no retorno ao inanimado, que seria a morte. Embora tal conceito até o presente seja um tanto difícil de ser elaborado, não precisamos ir muito longe para vermos que determinadas pessoas possuem um núcleo doentio de sempre estarem repetindo suas experiências mais dolorosas. porém, o que Freud deixou de mencionar é que a repetição na sua essência é um desafio imposto pelo ego frente ao orgulho ferido. a pessoa, mesmo sabendo do risco da continuidade de determinada desgraça, aceita novamente uma situação similar, como o jogador compulsivo.

(trecho extraído do livro Vacaciones de Ana Paula Barbi)

 

Para (eu) refletir…

BOBBY’S WORLD

 

Porque recordar é viver, e porque o horário me faz querer ver desenhos; especialmente este já que sempre passava pela manhã (9:58am agora), e que me faz lembrar da minha infância.

Ai, que saudade! Há 15 anos eu teria acordado pouco tempo atrás, e agora estaria assistindo Bob comendo mingau de aveia da mamãe com chocolate granulado esparramada pelo sofá. E hoje estou aqui, sozinha, não dormi ainda, e no armário não tem nem pão velho! (e eu que queria tanto crescer)

#momentonostalgia

(Acima episódio completo: ‘As Incríveis Aventuras do TioTeddy’)

UP IN THE AIR (RECOMENDADO)

Amor sem EscalasO título nacional pode dar a impressão de uma comédia romântica. Mas Amor Sem Escalas(2009) é mais do que isso. Há sim elementos cômicos e algum romance no ar, mas há também toda a dramaticidade que vem de carona no emprego de Bingham (George Clooney). Pode até não ser o filme da sua vida, mas é um filme que certamente vai te fazer parar e pensar no que você está fazendo com ela. (Marcelo Forlani para @Omelete)

Filme muito bacana, e que – em mais uma –  de minhas noites de insônia, me surpreendeu. O diretor Jason Reitman(Juno, Obrigado por Fumar) consegue tratar de forma realista idas e vindas, a solidão, e a frieza dos relacionamentos do mundo moderno graças à incorporação da tecnologia; em contrabalanço com a importância da família e de sermos presentes na vida de quem realmente se importa conosco, no amor e no comprometimento. Na verdade, quando o personagem começa ter a necessidade de sair da solidão o filme não fica mais tããão interessante assim (afinal, qual é o problema em ser solteiro e independente?),  e ai voltamos um pouco para aquele clichê de felicidade americana (casar, ir morar em uma big house, ter filhos, um golden, acampar nas férias e fazer aquele almoço especial de Ação de Graças). Anyway, o filme não tem um final típico, pois o romance não é necessariamente o enfoque da história, e está aí toda a graça! Mais do que recomendado! Abaixo, o trailer:

40 ANOS DE CHAVES NA TV

Esta segunda-feira (20) é dia de comemoração para os fãs de Chaves. O motivo? Há exatos 40 anos a série humorística mexicana era exibida pela primeiraz vez. Na verdade, foi quando o personagem de Roberto Bolaños apareceu como um esquete do Programa Chespirito, produzido pela Televisión Independiente de México e transmitido no canal 8 do México.

No seu auge de popularidade, Chaves, em mais de 120 países, em meados dos anos 1970, teve audiência mundial estimada em 350 milhões de telespectadores, e foi o programa mais assistido na televisão mexicana, e de todos os países onde foi exibido; por esta razão está no Guiness Book desde 2003. O seriado obteve popularidade inclusive no Brasil apesar das reprises; sempre foi um ponto forte do SBT por conseguir alavancar a audiência dos horários que estão em baixa.

(fonte: @wikipedia)

Sério, quem  é da geração 80/90 e não curtiu Chaves definitivamente não teve infância! (e nem adolescência, juventude, vida adulta… enfim, não deveria nem ser classificado como ser humano!) Hoje de vez em quando ainda assisto pelo Cartoon, e mesmo depois de sei lá… 15 anos, continuo rindo das mesmas piadas (fazer o quê?). Esse seriado tem tantas cenas épicas, que para colocar todas seriam necessários vários posts… Abaixo vou colocar apenas três:

O pokerface do Kiko depois de ouvir a piada por si só já é demais.
-Me diz Kiko, por que que tá rindo só agora?
-Porque só agora eu entendi

 

 

 

O dia em que o Kiko faz a pergunta que todos queriam fazer. E depois ainda fecha com chave de ouro:
– Outra vez café? É por isso que ele só te dá flores.

Chaves eternamente! Porque se você é jovem ainda, amanhã velho será. Ao menos que o coração sustente, a juventude que nunca morrerá! \o/

#FICAADICA

Sem inspiração, precisando dormir(5:43am now), amanhã o dia será extremamente decisivo, e estou com uma puta insônia (novidade! há!). Agora, misture tudo isso, jogue num liquidificador e… tcharaaam:

Som da noite (ou do que restou dela a essa hora)

Curto demais o Bob, e essa música apesar de não ser (muito)das antigas, é muito, muito legal. Do álbum de 1997 intitulado ‘Time Out of Mind‘, é um disco que realmente vale a pena dar uma ouvida.

Ta aí, só para tentar garantir a minha frequência por aqui, um post ‘relâmpago’ – da seção #ficaadica

‘[…] Sometimes I wanna take to the road and plunder’ ♪

QUANDO NÃO HÁ EXPLICAÇÃO

'sem a música, a vida seria um erro'

'without music, life would be a mistake'

Não que a vida seja necessariamente certa. Mas convenhamos que o titio Nietzsche tem razão ai em cima. Ela não seria só um erro. Seria uma droga.

Nada melhor para ajudar uma noite de insônia do que uma boa música. Pode não te dar sono, mas pelo menos alivia o tédio e a tensão… Claro, ela não é só bacana nessas horas. Mas por agora ser 5:33h da manhã achei a questão da ‘insônia’ mais propícia a ser citada.

Eu tenho uma coisa muito particular com música. É mais do que pegar um MP3 e curtir um som. É sentir o som, como se de alguma forma ele fizesse parte de você; e o mais engraçado é que muitas das vezes nem dá para saber o por quê. Ele não te lembra nada… Hoje procurando uma imagem com a frase do Nietzsche acima, coincidentemente achei uma frase que não conhecia:

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá. – Samuel Howe

Eu costumo ficar ‘vagando’ pelo youtube ou mesmo no site do LetrasTerra tentando ouvir alguma ‘novidade’ velha, vamos chamar assim (tipo uma música de uma banda antiga que você nunca ouviu). E nesses passeios, eis que achei um som semana passada de um cara que eu curto demais, o Bruce Springsteen. O som é esse aqui:

Não me identifiquei com a letra, não estou na fossa, não estou apaixonada, ela não me lembra ninguém e eu não estou me arrumando para ir para Atlantic City. Por que raios não consigo parar de ouvir? Devo estar com a mesma sensação que o amigo Samuel ai em cima sentiu há muitos anos…

E vamos lá! Fim do texto, play mais uma vez(…)

O motivo deste post? Foi esse(susto):

RED HOT CHILI PEPPERS EM SÃO PAULO

Confirmado: Red Hot Chili Peppers se apresenta em São Paulo entre Setembro e Outubro desse ano.

As informações sobre a data e local do show não foram divulgadas, mas segundo blog o show deverá ocorrer entre os dias 20 de setembro e 10 de outubro. Lembrando que no dia 18 de outubro eles já têm um show marcado em Paris e provavelmente nessa época será iniciada a turnê européia. Será a mesma produtora que já havia demonstrado interesse em trazer a banda pra São Paulo. E inclusive a mesma que está produzindo o show da Katy Perry e do cantor Eric Clapton. Porto Alegre é outra capital que pode ser confirmada para realizar show da banda, já que em fevereiro deste ano saiu uma nota num dos jornais mais famosos da capital gaúcha confirmando a vinda do grupo no segundo semestre de 2011.

(vi no Universo Frusciante)

Ta aí… Não pensei que faria dois posts seguidos sobre a banda, mas não dá para deixar de citar uma novidade dessas. Fiquei bem entusiasmada, e garanto que muitos fãs também ficarão se realmente for verídico que os caras virão pra cá mesmo no final do ano. Depois do descontentamento de muitos com o esgotamento absurdo e mais rápido do que a velocidade da luz dos ingressos para o Rock in Rio, ficará a oportunidade a nós paulistas (e dos arredores) poder ver o RHCP ao vivo. Acho bem provável que os caras venham mesmo, já que estão lançando CD novo e uma grande turnê é mais do que esperada. Figuinhas a postos! (yn)

E como é de praxe terminar sempre os posts musicais com vídeos… Já que no anterior lancei My Friends do classicão One Hot Minute, de 1995; agora vou colocar uma mais atual (e também excelente), do último álbum da banda, lançado em  2006 (Stadium Arcadium):

(Destaque para o clipe que é sensacional)

RED HOT CHILI PEPPERS DIVULGA TRACKLIST DO NOVO DISCO

No último dia 12, o Red Hot Chili Peppers divulgou os títulos das 14 músicas do décimo trabalho do grupo, e também o nome do álbum. O anúncio foi feito no site oficial da banda:

“Brothers and sisters! Here are the song titles of our new record ‘I’m With You’ Yeeeeah muthafuckas!

1. Monarchy of Roses
2. Factory of Faith
3. Brendan’s Death Song
4. Ethiopia
5. Annie Wants a Baby
6. Look Around
7. The Adventures of Rain Dance Maggie
8. Did I Let You Know
9. Goodbye Hooray
10. Happiness Loves Company
11. Police Station
12. Even You Brutus?
13. Meet Me at the Corner
14. Dance, Dance, Dance

There you have it.” (site oficial)

Com o nome de I’m with you, o novo álbum será sucessor de Stadium Arcadium(2006), e o primeiro trabalho sem o guitarrista John Frusciante (eleito o melhor guitarrista dos últimos 30 anos, passando na frente de nomes de peso como Slash, Tom Morello e Johnny Marr, segundo pesquisa realizada pela BBC). Chad Smith(baterista da banda), disse que o novo integrante Josh Klinghoffer trouxe muitas coisas boas para o grupo, inclusive na composição das músicas. Vamos aguardar agora até o dia 30 de agosto para conferir, já que substituir Frusciante não é nada mole, e o cara tem que ser muito fera!

Enquanto o novo álbum não vem e recordar é viver, deixo aqui no fim do post o vídeo de uma das minhas músicas favoritas do Red Hot. É difícil escolher, já que várias delas estão no mesmo patamar de ‘igualdade’, digamos assim… Sem dúvida a banda está no meu top five pessoal. Enfim,  segue abaixo o vídeo de My Friends:

 

EU, QUE POR TANTO TEMPO ME AUSENTEI, VOLTEI

…férias vêm (grazádeus, né?), e vocês vêem o retorno do blog.

Treze de junho não me lembrava nada em específico, e o post de hoje nada mais seria do que um breve ‘opa! tô de volta no pedaço‘, mas já que o google está aí para mostrar para a gente coisas não muito importantes:

Hoje seria o aniversário de 123 anos de Fernando Pessoa. Isso mesmo: cen-to e vin-te e três a-nos (tá vendo o por quê do ‘não muito importante’? ) Enfim, relevando ou não o  mérito da data, é inegável a grande importância no contexto literário português desse autor, considerado um dos maiores poetas da nossa língua. Por essas e outras, achei que o cara merecia uma lembrança por aqui…

Por ora, deixo um poema bem conhecido (e particularmente um dos meus favoritos), de um dos heterônimos do escritor, ‘Álvaro de Campos’:

POEMA EM LINHA RETA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe – todos eles princípes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


ANGIE, ANGIE…

♪ 'With no loving in our souls and no money in our coats / You can't say we're satisfied'

Sabe aqueles dias(noites) que você tira para ficar pensando na vida, e ai fica ouvindo aquela música que você deixa no ‘repeat’ continuamente por horas mesmo que a letra não tenha nada a ver com o seu ‘estado de espírito’, mas é simplesmente porque a melodia agrada os seus ouvidos? — Today is my day!

Na vitrola do Windows Media Player: Rolling ‘Angie’ Stones (okay, essa foi péssima)

Para muitos, ela foi composta por Mick Jagger e Keith Richards em homenagem a mulher de David Bowie (que segundo diz a ‘lenda’ e a própria,  flagrou Bowie e Jagger na cama) , para outros ela é um tributo que os dois fizeram a Mariane Faithfull, namorada e musa de ambos. Há ainda a possibilidade do título da canção ser uma referência à filha de Keith Richards com Anita Pallenberg. Independente da musa que a inspirou, Angie é um das mais belas baladas compostas pelos Rolling Stones, sem dúvida. Gravada em 1972 e lançada no ano seguinte num compacto que foi direto para o primeiro lugar na parada norte-americana, a canção cujo tema é o fim de um relacionamento traz uma tal intensidade poética que explica por que tantas garotas reivindicam ser “Angie”.

Abaixo, segue o vídeo:

‘… they can’t say we never tried’

Para muitos ela foi composta por Mick Jagger e Keith Richards em homenagem a mulher de David Bowie, para outros ela é um tributo que os dois fizeram a Mariane Faithfull, namorada e musa de ambos. Há ainda a possibilidade do título da canção ser uma referência à filha de Keith Richards com Anita Pallenberg. Independente da musa que a inspirou, “Angie” é um das mais belas baladas compostas pelos Rolling Stones. Gravada em 1972 e lançada no ano seguinte num compacto que foi direto para o primeiro lugar na parada norte-americana, a canção cujo tema é o fim de um relacionamento traz uma tal intensidade poética que explica por que tantas garotas reivindicam ser “Angie”.